A Suíça que ousa

Moléson, a moda dos queijos recheados

F

abricante de queijos tradicionais suíços, queijos da tradição suíça (Gruyère DOP, Vacherin Fribourg AOP ...) no sopé dos Pré-Alpes de Friburgo desde 1920, a fábrica de queijos Moléson, localizada em Orsonnens, começou há doze anos a expandir sua gama de massas moles para se diferenciar no mercado nacional e na exportação.

"Nós desenvolvemos muito as vendas para exportação nos últimos quatro anos devido a criação de queijos recheados com trufas, conhaque, pimenta, que são os mais populares, e outro", explica Marie-Cécile Crausaz, administradora chefe da empresa. "No começo, nós fizemos pequenas peças 160gr, mas desde 2016 temos oferecido peças também de 120g para lojas especializadas em queijo, que gostam de ter um formato e preço mais acessíveis no mercado externo" conta ela. -lo.

As tomettes com trufas, conhaque e pimenta são as mais populares.

>> Flor dos Alpes

Todo o processo de rechear os queijos é feito na própria fábrica, mas nem todas as ideias vão para frente. "Nós tínhamos criado um recheio de temperos mexicanos e tomate seco, mas não conseguimos encontrar mercado. Por outro lado, o tomate com ail des ours (uma folha de alho selvagem) funcionou muito bem. No começo lançamos apenas no verão e agora, para atender a demanda dos clientes, produzimos o ano todo", conta Pauline Boschung, 27 anos, gerente e assistente de qualidade.

Outras criações são a Flor de Brebis, de leite de ovelha em formato de 130g) e o Chèvre sanglé, um pequeno queijos de cabra amarrado com uma cinta de madeira em formatos de 180 e 300 g, lançados há três anos. Eles curam três semanas. Eles desenvolveram um novo queijo de massa mole enriquecido em creme, o Moelleux à la double crème, um formato quadrado de 200g com casca florida, "que começou a ser comercializado em setembro de 2018, à princípio na Suíça, para testar o mercado, conta Pauline.

Sem deixar de investir no mercado tradicional, a Moléson lançou em 2017 para o mercado francês um queijo de 4 kg de massa prensada não cozida La Fleur des Alpes (A Flor dos Alpes), curado por pelo menos oito meses, com uma crosta bem trabalhada com morge. "A referência aos Alpes funciona muito bem no mercado francês", diz Marie-Cécile Crausaz.

A fábrica de queijo transforma 7 milhões de litros de leite de vaca por ano, coletados em 60 fazendas da região ; 220 mil litros de leite de ovelha (de seis produtores) e 290 mil litros de leite de cabra (de mais seis produtores). Também curam e comercializam no atacado queijos comprados brancos de outros produtores. •

Leia também
- Willi Schmid, queijeiro pródigo
- Jumi, a audácia
- Michel Beroud, franco-atirador
- Serpolait, mudança de itinerário

Back to summary of N°1 - Agosto 2019